quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Paraíso...



Lugar secreto, discreto...
Procuro-te e não encontro
Utopia, conto?
Não...
Poemas que preenchem...
Linhas, coração, recordação?
Preenchem?
Passado, presente...
Porém, não o suficiente
Não lava nem limpa
O coração que chora
A ausência da hora,
Adão cadê você?
Escondeu-se, sumiu...
Existiu ou já morreu?
Amanheceu, tenho fome...
Aceita uma maçã?

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Em broma em ação...



No ontem espero o amanhã,
Hoje não tenho esperança...
Ainda sou uma criança
Papai Noel acordou
A barba? Ele cortou
Sapatinho? Caiu da janela
Cinderela? Transformou-se na fera
Que pegou o chapeuzinho vermelho
Quando levava a abobora na charrete
Para a madrasta Janete
Em pleno centro de Brasília
Abordada por Robin Hood ficou assustada,
Posso te ajudar? Toma aqui este cartão
Não me peça satisfação,
Não sou mais o bom ladrão,
E preste bem atenção,
Vai chegar um cavalo branco
Com um moço chamado Sansão,
Dê-lhe um beijo então
Agora é só esperar...
Quatro anos logo vão passar
Só não pode reclamar...
Quantos anos você tem?
Sabe decidir bem?
Lembra do ontem, conhece o hoje e pensa no amanhã?
Não precisa responder
Não me interessa saber.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sonho...


O dia amanheceu,
O sol raiou, as horas passaram...
Não vejo nada, o brilho chega e apaga
Tirando a visão da escuridão que me rondava

Estou deitada...
Quem sabe acordada,
O sol prevalece, mas não me aquece
Do lado a coberta...
Fecha a janela!

Não vejo nada,
Apague a luz!
Cadê a visão?
Tem uma multidão...
Onde está o convite?

Não existe resposta, todos viram as costas
Ainda resta uma chama,
Alguém diz que me ama...
Tem uma vela acesa
Estou acordada
Pensando na vida passada,

Não tem mais jeito
A tampa fechou
A vela apagou...
Uma voz ecoou
Durma com Deus!